Este caso foi publicado após confirmação explícita de ausência de dados pessoais identificáveis. Não apresenta diagnóstico definitivo. As hipóteses são possibilidades a serem investigadas por profissionais.
Leitura do caso
Comece pelo que foi efetivamente descrito no conteúdo publicado.
Contexto
André, 29 anos, trabalha durante a semana e usa cocaína em parte dos fins de semana. Ele mora com a companheira e um filho pequeno. Afirma que o uso não é dependência porque consegue permanecer de segunda a sexta sem consumir.
Perfil da pessoa
Homem de 29 anos, trabalhador, mora com companheira e filho pequeno.
Histórico de uso
Uso de cocaína principalmente aos fins de semana há pelo menos seis meses.
Contexto familiar
Mora com companheira e filho pequeno. A companheira aponta preocupação.
Padrão de uso
Uso recorrente em episódios aos fins de semana.
Fatores observáveis
Organize os elementos presentes sem preencher lacunas por suposição.
Substâncias envolvidas
cocaína
Fatores de risco
ansiedade pré-fim de semana
disponibilidade
contatos de risco
ocultação
Fatores de proteção
emprego preservado
vínculo familiar
capacidade de abstinência temporária em contexto diferente
Pensamentos
Trabalho muito e mereço relaxar
A companheira exagera
Emoções
ansiedade
alívio imediato ao usar
culpa no dia seguinte
Comportamentos
recusar programas familiares
ocultar dívidas
permanecer fora até o dia seguinte
Consequências
prejuízo financeiro
faltas ao trabalho
conflito familiar
ocultação
Mecanismos de defesa
minimização
racionalização
Gatilhos
fim de semana
ansiedade
amigos
disponibilidade
Análise funcional
Análise funcional: O padrão de uso de fim de semana cumpre função dupla. (1) Função positiva/reforço: a substância é associada a prazer, socialização e liberação de tensão acumulada da semana de trabalho. (2) Função negativa/alívio: o uso funciona como fuga de estresse, cobranças e frustrações profissionais. Os gatilhos são contextuais (festa, fim de semana, pressão social do grupo). As consequências imediatas (sensação de pertencimento, relaxamento) são reforçadoras, enquanto as consequências tardias (ressaca, brigas, perda de limites) são punitivas, mas insuficientes para interromper o ciclo porque o indivíduo as atribui a 'exageros pontuais' e não ao padrão. A perda de controle se manifesta na incapacidade de prever quando 'só uma dose' se torna 'muitas', indicando que o controle aparente é mantido por restrição contextual (fim de semana) e não por autorregulação interna.
Perguntas para reflexão
Construa sua leitura antes de revelar a análise comentada.
- 01
O que diferencia abstinência temporária de controle estável?
- 02
Como o contexto influencia a vulnerabilidade?
- 03
Que proteção pode ser fortalecida?
Análise comentada
Revele somente depois de formular sua própria leitura.